Como pode alguém se sentir tao pobre de atenção e cuidado, que começa a fazer coisas das quais só se arrepende porque as consequências sao negativas demais (ora humilhantes)?
Algumas vezes, o vazio é tão nítido e real, que é extremamente necessario um cigarro n'uma mão, e um copo de qualquer coisa n'outra. E mesmo que você não suporte a fumaça entrando pelos seus alérgicos pulmões e nem o gosto amargo do líquido descendo pela sua garganta, eles parecem ser os únicos que conseguem te completar. Mesmo que só por essa noite.
E como fica a procura deseperada pelo amor, pela paixão desenfreada, sem limites, que parece ser a única que satisfaz a sua sede de viver? Fica do jeito que sempre foi... te fazendo se sentir como se a sua vida tivesse se escorrendo pelo ralo e você ficasse só olhando, sem coragem de fazer nada. Fica fazendo você procurar qualquer abraço que te faça sentir ilusoriamente ( e você sabe disso) que o amor te atinge também. Porque o amor que vem de você, ah, esse procura a todo segundo atingir a todas as pessoas, na esperança de que o amor delas te atinja também.
Assim se criam as profundas confusões que me fazem escrever aqui o que eu esboçava no meu velho diário que eu comecei aos 14 anos e parei de escrever mais ou menos aos 17.
Naquela época as confusões eram um pouco diferentes em profundidade e conteúdo.... a existência era a dor suprema (hahahahahah dramalhao mexicano adolescente).
Mas como todo bom ser humano que se preze, as idéias inóbvias se criam na caxola e te fazem querer vomitar ( desculpe o termo nojento) as angústias de um modo ou de outro. Acho que me rendi aos diários virtuais e espero postar mais algumas vezes.... se minha companheira preguiça me permitir.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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